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Alentejo

O Alentejo, verdadeiro paraíso entre praias e planícies, oferece uma paisagem aberta, em que os sobreiros e azinheiras dispersos transmitem a calma, o calor e a extensão de uma das regiões portuguesas cuja gastronomia imaginativa mais se destaca.  

A norte descubra Portalegre e a serra de São Mamede, cujo clima, mais húmido e frio que no restante Alentejo, oferece vinhos de enorme qualidade. O pastorício e os produtos dele provenientes, como o queijo, são, também, dignos cuidada prova.

Segue-se o Borba, Estremoz, o Redondo,em plena Serra d’Ossa, e depois Évora. Em qualquer uma destas cidades a produção vinícola é tradição. Visite os muitos produtores e descubra os inúmeros restaurantes de grande qualidade desta região.

A sul, no Baixo Alentejo, passe por Moura e visite o Museu do Azeite. É também por aqui que se produz mel de enorme qualidade.

Há também no Alentejo cheiros do campo e sabores ricos de ervas aromáticas. Dos orégãos ao alecrim, as ervas perfumam os cozinhados garantindo-lhes o especial toque alentejano. Os coentros alcunham o Cação de Coentrada, um prato típico digno de menção que pode ser comido como sopa ou acompanhado por batata cozida e fatias de pão torrado.

O “porco alentejano” vive no montado, com as condições ideais para um crescimento  saudável e uma alimentação à base de bolotas. O presunto de “porco alentejano”, de aroma e sabor requintado, é um bom exemplo da qualidade deste produto.

As Migas à Alentejanacom carne de porco, constituem um dos mais conhecidos pratos da gastronomia desta região. O pão é um elemento fundamental da gastronomia alentejana, sozinho ou em múltiplas receitas.

A doçaria convenual Alentejana, em que os ovos e a chila predominam, é emblemática. A Encharcada do Convento de Santa Clara (Évora), faz parte do melhor receituário tradicional alentejano. Trata-se de um doce regional à base de ovos e canela. Mas também o Fidalgo e a Sericaia, com ou sem rainhas Claudia (a ameixa de Elvas), são óptimos exemplos da melhor doçaria conventual.

Por fim espreite as margens de Alqueva, a maior barragem artificial da Europa, onde todos estes tons dourados se misturam com o Azul do Guadiana.