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Lisboa

Ponto de encontro de diferentes culturas, a região Lisboa oferece um pouco de todas as especialidades gastronómicas nacionais mas apresenta também receitas e produtos seus. A tradição de peixe acentua-se entre os meses de Maio e Julho, nas Festas da Capital, onde a sardinha é a imagem do evento. Assada e a pingar no pão é a forma generalizada de consumo nos típicos arraiais realizados nos bairros históricos. Nos restaurantes, a sardinha assada acompanha bem com batata cozida ou simplesmente com uma salada de alface, tomate e pimentos.

Salmonetes à Setubalense é um prato disto da península de Setúbal, região com tradições piscatórias e culinárias muito enraizadas. A particularidade deste prato resulta do molho preparado com o fígado deste peixe, seguramente a parte mais saborosa.
A norte de Setúbal, para lá da serra da Arrábida, encontramos os queijos qualificados (DOP) de Azeitão. Produzidos de Novembro a Maio, e ainda de modo artesanal, estes queijos podem servir-se como entrada ou no final de uma refeição, neste caso  acompanhado de um Moscatel de Setúbal.

Na costa da zona Oeste, a norte de Lisboa, o oceano ganha mais vigor e as falésias abundam. É junto a estas arribas que robalos, pargos e marisco afluem, por entre vagas mais enérgicas. Prova disso é a qualidade e diversidade de peixes e mariscos que encontramos em portos como o de Peniche. É aliás desta vila, de ricas tradições gastronómicas, que provém a receita de Lagosta Suada à moda, naturalmente, de Peniche.

O Arroz Carolino das Lezírias Ribatejanas (DOP) é mais um contributo para a riqueza gastronómica nacional. Os seus bagos, redondos e com reduzidos teores de amilose, estão, seguramente, entre os melhores arrozes.

O Pastel de nata, ou de Belém, quando elaborado na segundo a receita original do Convento dos Jerónimos, é um doce exemplo do melhor proveito do sabor ancestral adquirido em retiros conventuais. Esta tradição tão nossa, em que dos conventos saiam as melhores receitas de doçaria, servia também para alimentar rivalidades regionais.

Também as Queijadas de Sintra marcam pontos no panorama da doçaria. Pequenos bolos preparados à base de queijo de vaca fresco, ovos, açúcar, farinha e canela serviram, segundo reza a História, de moeda em transacções comerciais.

Mais a norte temos uma das zonas frutícolas mais reconhecidas no país. Daqui provêem frutas suculentas como a Pêra Rocha do Oeste (DOP) ou a Maçã de Alcobaça.

Sal sem mar é a característica especial do sal extraído nas salinas de Rio Maior situadas no sopé da Serra dos Candeeiros, a trinta quilómetros do mar. Produzido com água salgada proveniente de uma rocha de sal maciça, consegue propriedades únicas e reconhecidas no estrangeiro.