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Cereja da Cova da Beira

Cultivada entre as Serras da Gardunha, Estrela e Malcata, a cereja da Cova da Beira é um dos símbolos da região Centro e um dos alicerces da sua economia. Carnuda e doce, caracteriza-se por uma coloração intensa que vai do vermelho vivo ao vermelho púrpura com um pedúnculo comprido e de cor verde. Pode ser comida crua, ao natural ou em saladas de fruta, cristalizada, em compotas e até mesmo em bombons.

A plantação das cerejeiras (árvore) remonta aos finais do século XIX. Porém, é a partir de 1950 que se inicia o seu desenvolvimento económico, e hoje há mesmo quem lhe chame “ouro vermelho”.

A altitude, a exposição solar e o clima são factores-chave para a consistência de um fruto proveniente das variedades "De Saco", "B.Burlat" e "Hedelfingen". Destas, a mais representativa é a “De Saco”, cujo nome deriva da sua firmeza e resistência ao transporte. As cerejeiras florescem nos meses de Abril e Maio e a sua flor, diz o povo, marca o fim do Inverno e anuncia a Primavera.

A produção da cereja da Cova da Beira corresponde a uma área geográfica de 1374 quilómetros quadrados, aproximadamente, onde se incluem os concelhos do Fundão, Covilhã e Belmonte. No Fundão, a cereja é rainha de uma festa que se realiza anualmente no mês de Junho.

Sabia que...

“As conversas são como as cerejas” é um ditado popular português que representa a ideia de ‘atrás de uma vêm as outras’. Ou seja, após comer uma cereja é impossível resistir a outra.